Comissão Científica inicia trabalhos para o 15º Congresso Brasileiro do Algodão
Evento será realizado em Belo Horizonte, em 2026, e tratará de temas relacionados à sustentabilidade e a valorização da fibra nacional
A Comissão Científica do 15º Congresso Brasileiro do Algodão (CBA) realizou, no último dia 29 de agosto, sua primeira reunião oficial para dar início ao planejamento da próxima edição do maior evento da cotonicultura brasileira. A reunião, realizada em formato virtual, contou com a participação de representantes de instituições de pesquisa, associações estaduais, e especialistas técnicos.
A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), organizadora do congresso, foi representada pela diretora de Relações Institucionais, Silmara Ferraresi, que apresentou à comissão todos os detalhes preliminares da programação e da estrutura do evento. Silmara destacou os dez anos da Abrapa à frente da organização do CBA e reforçou o crescimento da iniciativa, que deve reunir cerca de 4 mil participantes e atrair mais de 70 patrocinadores em 2026.
Tema central e relevância do evento
O 15º CBA será realizado entre os dias 22 e 24 de setembro de 2026, no Expominas, em Belo Horizonte. A escolha da capital mineira foi baseada em fatores estratégicos como a infraestrutura moderna do centro de convenções, a ampla rede hoteleira, a malha aérea de Confins e a relevância de Minas Gerais para a cotonicultura nacional, hoje terceiro maior produtor de algodão do país.
O tema da próxima edição é “Algodão Brasileiro: Fibra Natural. Uma jornada com propósito, qualidade e transparência”
Estrutura científica e programação
De acordo com a apresentação feita por Silmara Ferraresi, a programação contará com três plenárias centrais, 24 salas temáticas distribuídas ao longo dos três dias e ao menos quatro workshops técnicos. A expectativa é reunir entre 100 e 110 palestrantes, com uma meta de 300 trabalhos científicos submetidos, número superior aos 288 da última edição, realizada em 2024.
A comissão também definiu que haverá espaço para novos temas de pesquisa, como o uso de bioinsumos, agricultura digital, mitigação de estresses térmicos e hídricos e avanços em inteligência artificial aplicada ao campo. Ao mesmo tempo, desafios recorrentes da cotonicultura brasileira, como o bicudo-do-algodoeiro e a mancha-alvo, permanecerão no centro das discussões.
Histórico e consolidação do congresso
Criado em 1997, o Congresso Brasileiro do Algodão consolidou-se como a principal vitrine científica, tecnológica e institucional do setor. Na edição anterior, em 2024, o CBA reuniu 4,2 mil participantes oficiais, com alto nível de avaliação nas plenárias e palestras técnicas.
Nesta reunião, a comissão reforçou a necessidade de usar a experiência acumulada para ajustar a programação e garantir ainda mais relevância ao evento. Foi consenso, por exemplo, que o evento será cuidadosamente organizado para evitar atrasos e insatisfações do público mais técnico.
Comissão científica diversa e articulada
A comissão que conduzirá o planejamento científico do 15º CBA é composta por pesquisadores da Embrapa Algodão, Embrapa Agropecuária Oeste, Embrapa Cerrados, universidades como a USP–ESALQ e a UFMT, além de representantes de associações estaduais de produtores da Bahia (Abapa), Mato Grosso (Ampa) e Minas Gerais (Amipa).
O presidente da comissão, Rafael Galbieri, doutor em agronomia e pesquisador do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMA-MT), destacou a importância do trabalho coletivo, “Planejar um evento dessa magnitude exige integração entre ciência, produtores e instituições. O CBA é o espaço em que conseguimos traduzir o conhecimento em resultados práticos para a cotonicultura brasileira”.
Próximos passos
Com o início dos trabalhos da comissão, o setor do algodão brasileiro dá o primeiro passo rumo a um congresso que promete marcar a trajetória da cultura no país. Nas palavras de Silmara Ferraresi, “o CBA é mais que um congresso, é a celebração da força do algodão brasileiro, que une ciência, inovação e sustentabilidade”.