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Cerrado

Vitalidade e produtividade

                

Quem cruza as estradas que cortam o Centro do País, certamente já se perdeu entre as exuberâncias exóticas do Cerrado, o segundo maior bioma da América do Sul. Em seus mais de dois milhões de quilômetros quadrados de extensão, ele mistura pelo menos nove características ecológicas distintas, a exemplo do “Cerrado Campestre” e do “Cerrado de Matas”, e abriga três das maiores bacias hidrográficas do País (Tocantins-Araguaia, São Francisco e Prata).

Entre as principais características da região, reconhecida como a Savana mais rica do mundo em biodiversidade, está a habilidade de alterar seus atributos fitológicos de acordo com as variações climáticas das estações. Com isso, organiza espetáculos naturais impressionantes, ao longo do ano, ora decorada pelo colorido das flores e pelo verde das gramíneas e, em outros momentos, monocromática, com as milhares de folhas caídas e os galhos retorcidos em evidência.

Para os agricultores o bioma oferece a estabilidade dos padrões estacionais muito bem definidos, com épocas de chuva e seca que podem ser previstas e calculadas, o que favorece os períodos de plantio e colheita, inicio e fim de safra. Também por isso, foi no Cerrado que a produção brasileira de algodão iniciou uma nova página em sua história, depois de já haver figurado no litoral e no sertão, e enfrentar dificuldades que quase dizimaram a atividade, no final da década de 80.