Em linha com o tema “A cotonicultura como vitrine da agricultura para o amanhã”, o 12º Congresso Brasileiro do Algodão (12ºCBA), que será realizado entre os dias 27 e 29 de agosto de 2019, em Goiânia/GO, incrementou os prêmios para estudantes, pesquisadores e professores-orientadores que submeterem seus trabalhos científicos sobre o algodão. Além disso, está dando ainda mais destaque para a pesquisa acadêmica na configuração espacial do congresso. Bolsas de estudo no valor de R$10 mil e participação em eventos nacionais e internacionais da cotonicultura fazem parte da estratégia da comissão científica do 12º CBA,para estimular a pesquisa científica nacional sobre acommodity. Nesta edição, além dos tradicionais pôsteres, os trabalhos tambémdeverãoser apresentados em formato digital.

As inscrições para a premiação terão início no dia 03 de abril e encerram em 1º de julho. O 12º CBA é uma realização da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), com apoio do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA). Ao todo, serão selecionados 12 trabalhos científicos, em oito áreas de interesse: Produção vegetal; Agricultura digital; Colheita, beneficiamento e qualidade da fibra e do caroço; Controle de pragas; Fitopatologia/Nematologia; Matologia/Destruição de soqueiras; Melhoramento vegetal/Biotecnologia, além de Socioeconomia.

A premiação geral contempla estudantes, pesquisadores e profissionais. O primeiro lugar nesta categoria vai ganhar uma participação naWorld Cotton Research Conference, a ser realizada na Turquia, em 2020. O ganhador terá passagem, hospedagem e inscrição no evento pagas. Já o segundo lugar terá participação em evento nacional da cotonicultura, com as mesmas condições de logística financiadas. Professores-orientadores premiados, em 1º e 2º lugar, receberão uma bolsa de R$10 mil para orientar alunosem pesquisassobre algodão na safra 2019/2020. Por fim, na categoria Estudantes, o graduando contemplado com o 1º lugar receberá uma bolsa de estudos também no valor de R$10 mil, e o pós-graduando premiado no 1º lugar terá assegurada a participação naCotton Beltwide Conference 2020, que acontece nos Estados Unidos, também com passagem, hospedagem e inscrição pagas.

De acordo com o coordenador da comissão científica do 12ºCBA, o engenheiro agrônomo e pesquisador do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt), Jean-Louis Bélot, a estratégia de dar mais ênfase aos trabalhos científicos e torná-los mais atrativos no 12º CBA veio da constatação do comitê científico de que, a cada ano, as universidades se envolvem menos com a pesquisa no algodão. “O que ouvimos na comunidade científica é que, por ser uma cultura de implantação mais cara e complexa, o algodão acaba preterido em relação a outros cultivos”, argumenta. Bélot também cogita, entre outras explicações, a distância entre as áreas de cotonicultura e os centros de maior tradição em pesquisa como um dos fatores a desestimular a escolha do algodão como objeto de estudo.

Segundo o presidente da Abrapa e também do 12º CBA, Milton Garbugio, é prioridade para os cotonicultores reverter este quadro, e o CBA é uma chave para isto. “Precisamos enfatizar a pesquisa em algodão no Brasil. Quase tudo o que temos em tecnologias vem de fora, mas a realidade de cada país e seus problemas são específicos. Muitos não têm interesse de ir a fundo nas nossas necessidades”, conclui Garbugio.

Imprensa 12ºCBA/Abrapa

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