13º CBA: Salas Temáticas, do dia 17, abordarão temas como sistemas de produção, mercado de carbono e biotecnologia

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A viabilidade econômica e social do cultivo de algodão, técnicas para o melhoramento da qualidade da fibra, ferramentas de controle de pragas, mercado de carbono, biotecnologia e rentabilidade das lavouras serão alguns dos assuntos discutidos no 13º Congresso Brasileiro do Algodão (CBA), nas salas temáticas do dia 17 de agosto, no Centro de Convenções de Salvador. As palestras se realizarão na parte da tarde, nos horários das 14h15 às 16h e 16h45 às 18h15. Pela manhã, no mesmo dia, ocorrerão as Plenárias e, paralelamente às palestras, a área de exposição. No último dia do evento, 18, ocorrerão diversos workshops. A programação completa está disponível no site do CBA: http://congressodoalgodao.com.br/programacao-2022/ . Não haverá transmissão em tempo real somente no modo presencial e por meio de inscrições antecipadas.

O CBA é organizado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e tem o apoio de várias instituições e empresas que se preocupam com a expansão da produção da fibra com sustentabilidade. O evento reúne especialistas, produtores, pesquisadores e empresas brasileiras e internacionais. No dia 17, serão 12 Salas Temáticas e 44 palestrantes, além dos moderadores e coordenadores de cada bloco. Confira, a seguir, os assuntos e convidados de cada ST.

É possível entregar rastreabilidade completa?

O consumidor está cada vez mais exigente e quer saber de onde vem a matéria-prima das roupas que usa e como foi transformada em uma peça. Com base em exemplos realizados no Brasil, os palestrantes mostrarão como o uso da tecnologia e a organização da cadeia têxtil permitem levar essas informações ao consumidor. Para discutir o tema “Da produção ao consumidor final, é possível entregar rastreabilidade completa?” foram convidados   Alexandre Carvalho, da Bom Futuro Agrícola Ltda, o diretor Executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, e a assessora da presidência da Abrapa, Silmara Ferraresi.  A coordenação caberá ao integrante da comissão científica, Carlos Alberto Moresco, que considera a discussão sobre o tema essencial na atual conjuntura global. “Cada vez mais o consumidor exige do mercado informações. A Abrapa iniciou a oferta ao mercado nacional da rastreabilidade completa, da semente até a prateleira da loja. É um trabalho interessante e que atenderá também o mercado internacional”, destaca.

Controle de pragas

O controle de pragas é crucial para a agricultura e para discutir o tema, o CBA traz os pesquisadores e especialistas na área: Jéssica Oliveira, do Instituto Mato-Grossense do Algodão, Taderson Galvan, da Provivi do Brasil, e Alexandre Lima Nepomuceno, da Embrapa Soja. Eles participarão da sala temática “Novas ferramentas para o controle de pragas” e apresentarão estudos e pesquisas sobre o tema. Além da busca de novos microrganismos para controle biológico, ou para identificação de genes candidatos à construção de plantas transgênicas resistentes a diversa pragas, outras tecnologias serão abordadas como o uso de feromônios, plantas transgênicas usando RNAi e uso de populações de insetos estéreis geneticamente transformados. “É uma sala temática interessante porque vamos mostrar exemplos não só do estudo básico, mas o já aplicado. Apresentaremos possibilidades de manejar a praga para que o produtor não fique dependente de uma única estratégia como, por exemplo, do controle químico”, ressalta o coordenador do debate e integrante da comissão científica, Rafael Pitta.

Estratégias de manejo

Para discorrer sobre o tema “Desmistificando a nutrição e a adubação do algodoeiro no sistema atual de produção: exigências e estratégias de manejo”, foram convidados Evandro Fagan Binotto, do Centro Universitário de Patos de Minas (UNIPAM), Milton Ide, engenheiro agrônomo pela Esalq, e José João Gomes, da Amaggi.  A moderação fica a cargo de Ana Luiza Borin, integrante da comissão científica.

Também na quarta-feira, na sala temática sobre “Convívio e avanços no manejo de nematoides”, Guilherme Asmus, pesquisador da Embrapa, Rosangela Silva, da Fundação MT, e Fabiano Perina, da Embrapa Algodão, discorrerão sobre os aspectos do ambiente de produção. Os palestrantes mostrarão a importância do manejo integrado para o controle desta praga de grande impacto no sistema de cultivo do algodoeiro nos cerrados. O monitoramento a campo é o primeiro passo, podendo ser apoiado pelas ferramentas de georreferenciamento. Todas as ferramentas disponíveis precisam ser articuladas no plano de manejo, desde a genética, o manejo cultural, controle biológico e químico.    “Será um importante momento para discutirmos o manejo de nematoides que só cresce, aumentando o problema nas lavouras”, enfatiza o coordenador da ST e integrante da comissão científica, Celito Breda.

Cultivo do algodoeiro e a viabilidade econômica e social

Para entender se o “O cultivo do algodoeiro tem viabilidade econômica e social para a agricultura familiar?” foram convidados para palestrar Adriana Gregolin da FAO, Odilon Ribeiro, integrante da comissão científica, Valdinei Sofiatti, da Embrapa Algodão, José Tibúrcio Carvalho Filho, da Cooperativa dos Produtores Rurais de Catuti Ltda. Eles apresentarão novidades para a mecanização do cultivo algodoeiro em agricultura familiar, além de abordarem modelos de organização dos produtores. A sala será coordenada por Cecilia Malaguti do Prado, da ABC.

Produção: custo e competitividade

Na sala temática sobre “Evolução do custo de produção e da competitividade do cultivo do algodoeiro”, Lucílio Rogério Aparecido Alves, do Cepea-ESALQ/USP, Rodrigo Gomes de Souza, da Companhia Nacional de Abastecimento, Lucas Braga Daltrozo, ESALQ/USP, Jones Yassuda da AgrAll Inputs, abordarão o custo de produção do algodão e de outras culturas do sistema (como soja, milho), além de evoluções futuras. A incidência da disponibilidade e dos custos dos insumos agrícolas também serão detalhadas nas apresentações dos painelistas. O objetivo da ST, segundo Lucílio, é discutir a estrutura de custos de produção do algodão, em um contexto de sistemas produtivos. Para isso, as análises envolverão informações das principais culturas, como soja e milho, tanto em termos de evolução histórica quanto de perspectivas para os próximos anos. “Trata-se de um tema oportuno, diante das incertezas atuais de pandemia e guerra. Queremos também entender a importância das compras de insumos e a venda da produção, assim como as questões agronômicas que envolvem o cultivo de algodão e o impacto nas gestões econômicas e financeiras da fazenda”, destaca. Também serão discutidas, segundo ele, questões relativas às políticas públicas de longo prazo para investimentos e estratégias na obtenção de insumos agrícolas. “A dependência externa destes é um problema a ser atacado periodicamente.”

Contaminantes

“Como reduzir os contaminantes na fibra brasileira, do campo até a unidade de beneficiamento de algodão (UBA)?” será o tema debatido pelos pesquisadores e especialistas Jean Belot, coordenador da Comissão Científica, Paulo Degrande, (UFGD), Márcio Souza, integrante da Comissão Científica, Renildo Mion, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) e Edmilson Santos, do Grupo – SLC Agrícola.  O foco será abordar como os contaminantes de diversas origens (insetos, plantas, plásticos) podem afetar a produção das indústrias têxteis. Serão apresentadas algumas recomendações para o manejo em campo ou nas algodoeiras, com o objetivo de reduzi-los na fibra brasileira.

Mercado de carbono

Para discutir o tema “O mercado de carbono é uma oportunidade para o algodão brasileiro?”, o CBA contará com a coordenação da sala temática do vice-presidente da Abrapa e integrante da comissão científica, Alexandre Schenkel. Cimélio Bayer, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), e Fábio Passos, da Bayer participarão das palestras. Além de apresentar indicadores para monitorar esse carbono no solo, os palestrantes mostrarão como é organizado o mercado de carbono, e como o produtor pode valorizar isso na sua fazenda.

Plantas daninhas x herbicidas

Anderson Luis Cavenaghi, da Univag, Rubem Oliveira, da Universidade Estadual de Maringá, e Autieres Faria, Grupo Piccini, discorrerão sobre “Qual melhor estratégia de manejo para plantas daninhas resistentes a herbicidas?”, com ênfase no uso de variedades transgênicas associadas de herbicidas. Destacarão como essa prática favoreceu o aparecimento de plantas daninhas tolerantes ou resistentes aos herbicidas. Também serão dadas recomendações de como manejar essas plantas de difícil controle.  “Essa discussão é muito importante para que o produtor possa planejar e ter um auxílio na tomada de decisões, sabendo quais plantas podem não ser controladas pelos herbicidas usados”, destaca.

Sistemas de produção         

“Intensificação e integração em sistemas de produção de algodão” serão os temas da sala que trará os palestrantes, Júlio Salton, da Embrapa Agropecuária Oeste, Luiz Carlos Bergamaschi, da Abapa e Alexandre Cunha de Barcellos Ferreira, pesquisador da Embrapa. Os pesquisadores abordarão temas de relevância sobre a integração de sistemas de produção de algodão, na sala coordenada por Táimon Semler, integrante da Comissão Científica.

Biotecnologia

O tema sobre “Biotecnologia para o cultivo do algodoeiro” foi trazido ao debate no CBA por gerar expectativa ao produtor. Participarão da sala os especialistas e pesquisadores no assunto, Marc Giband, do Cirad, Luis Herrera Estrella, professor da Texas Tech University, e Paulo Augusto Barroso, da Embrapa Territorial e presidente da CTNBio. Eles prometem discorrer sobre as novas biotecnologias que poderão ser usadas na cadeia do algodoeiro e se isso auxiliará no manejo da lavoura.

Gestão operacional

A gestão operacional das fazendas é cada vez mais complexa à medida que as áreas manejadas crescem. A discussão da sala temática “Um olhar sobre os avanços na gestão operacional das fazendas” será focada em encontrar um equilibro entre a parte operacional e as recomendações agronômicas, a fim de sustentar altas produtividades. A inovação em mecanização e a contribuição para uma gestão operacional otimizada também estarão em pauta. Para debater esses assuntos, o CBA traz Artur H.L. Falcette, da Sapé Agr; Leocyr Lazarete Junior, do grupo Masutti e Paulo Herrmann, engenheiro agrícola formado pela Universidade Federal de Pelotas. Segundo Lamas, integrante da comissão científica e coordenador da sala, será uma oportunidade para discutir a melhora da atividade agrícola e a redução de custos. “Hoje o que faz a diferença é a gestão operacional, conjuntamente com o planejamento estratégico. Dimensionar o uso de máquinas e otimizar a utilização delas, assim como fazer o adequado planejamento do cultivo, além de gerir pessoas”, diz.

Para o coordenador da Comissão Científica, Jean Belot, os congressistas que participarem dos debates e discussões do 13º CBA receberão informações atualizadas em suas respectivas áreas. “Será uma oportunidade de acompanhamento das tendências da cotonicultura global”, destacou.  Os temas foram definidos a partir de pesquisa feita em 2020 e 2021.

 

O congresso é organizado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e se realizará entre os dias 16 e 18 de agosto, em Salvador

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